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Crenças e Religiões do Mundo
Tipo: Pesquisas / Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa


PESQUISA - Informações, artigos e estudos de fontes diversas

FONTE: Almanaque Abril 99

Religião

Crença na existência de um ou vários seres superiores que criam e controlam o cosmo e a vida humana. As religiões integram o campo simbólico que os homens criam para se relacionar com o mundo. Permitem explicar aquilo que não é compreendido pelas ciências de cada época, seja uma manifestação da natureza, seja uma elaboração da mente. Também constituem a matriz dos sistemas de valores que moldam as sociedades – os Dez Mandamentos são um exemplo típico. A etimologia da palavra religião – vem do latim re-ligare, ligar novamente – revela a crença na restauração de uma unidade perdida e o desejo de reconciliação entre os deuses e os homens. A adesão a uma religião implica a prática de seus ritos e a observância de suas prescrições.
Em algumas nações, o entrelaçamento de religião e política é o alicerce da organização do poder. Quando fundamentos religiosos regem a organização social e política, tem origem o fundamentalismo. Em outros países, a separação entre Igreja e Estado origina sociedades laicas – aquelas em que as crenças são vistas como questões de foro íntimo e não se misturam com os interesses públicos –, pelo menos no domínio da lei.

Entre as principais religiões monoteístas (que acreditam em um só Deus) do mundo estão o judaísmo, o cristianismo (que se divide em três ramos - catolicismo, protestantismo e Igreja Ortodoxa) e o islamismo. Das religiões politeístas orientais (que cultuam vários deuses), destacam-se o hinduísmo, o budismo, o confucionismo, o xintoísmo e o taoísmo. O xamanismo está presente na Ásia, na Oceania e na América do Norte. No Brasil são importantes ainda a umbanda e o candomblé, cultos de origem africana, e o espiritismo, em especial a corrente kardecista.

AS RELIGIÕES NO MUNDO –A análise da distribuição das religiões pelo mundo permite recuperar uma parte da história dos países e destacar traços religiosos comuns às nações de uma mesma região ou continente.

Europa - O cristianismo é a principal religião da Europa e a maior do mundo em número de adeptos. Enquanto o catolicismo predomina nas porções meridional e ocidental do continente, a Igreja Ortodoxa prevalece em alguns países da península Balcânica e da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Já os protestantes são maioria na Alemanha, no Reino Unido, nas nações da península Escandinava e nas repúblicas bálticas. A imigração de turcos, de africanos do Magreb e de árabes traz o islamismo para certas nações européias, especialmente Alemanha e França, o que vem estimulando discursos xenófobos (contra estrangeiros) nesses países.

América - A composição religiosa da América espelha a origem metropolitana: na América Latina, de colonização hispano-portuguesa, o catolicismo impera e é mais representativo do que na própria Europa, sede da Igreja Católica. As estatísticas, entretanto, ignoram fenômenos como o sincretismo religioso e a ligação a mais de uma religião. O espiritismo – praticamente restrito à América Latina – e o protestantismo – que vem crescendo em função do avanço dos pentecostais – também merecem destaque na região. Na América do Norte, dominada pelos ingleses, os protestantes são maioria. Os católicos vivem basicamente na província de Québec, no Canadá, ocupada inicialmente pelos franceses, e em alguns estados norte-americanos que recebem grande quantidade de imigrantes latinos, como Flórida, Texas e Califórnia.

Oceania - A colonização britânica de boa parte da Oceania também deixa como herança a primazia do protestantismo sobre o catolicismo – as principais religiões do continente. As crenças tradicionais dos povos nativos estão em processo de extinção.

África - A diversidade religiosa do continente africano é determinada pela prática de crenças animistas tribais, que dividem espaço com religiões estrangeiras, sobretudo o islamismo – introduzido pelos árabes no norte da África, a partir do século VII – e o cristianismo – disseminado especialmente após o século XIX, quando se acentua a colonização européia. A existência de religiões de origem asiática decorre da imigração de mão-de-obra no período colonial.

Ásia - A Ásia é o berço de antigas religiões de caráter étnico e também de crenças universalistas – cristianismo, islamismo e judaísmo – nascidas na região do Oriente Médio. O islamismo – segunda religião mais difundida no mundo – é majoritário no continente. Os muçulmanos se concentram no Oriente Médio, na Ásia Central, no Subcontinente Indiano e no Sudeste Asiático. Já o judaísmo é quase que exclusivo do Estado de Israel e o cristianismo tem influência reduzida na Ásia. O hinduísmo, terceira maior religião, é fundado na Índia e praticado pela maior parte dos habitantes desse país. O budismo, também originário da Índia, propaga-se sobretudo pela península da Indochina e pela Mongólia. O confucionismo e o taoísmo surgem na China, onde possuem importância significativa, e se espalham para algumas nações próximas no Sudeste Asiático. O xintoísmo prevalece no Japão.

DINÂMICA DAS PRINCIPAIS RELIGIÕES – Nessa última década tem ocorrido um crescimento expressivo dos protestantes e dos islâmicos. Entre 1985 e 1997, os protestantes incrementam em 120% seu número de adeptos e os muçulmanos, em 157%. A difusão do protestantismo pelos vários continentes ocorre por meio da criação de inúmeras igrejas, algumas de caráter estritamente local. O avanço do islamismo ocorre nos países do terceiro mundo, sobretudo naqueles em que já é dominante. Nessas regiões as altas taxas de crescimento demográfico e de urbanização contribuem para a substituição de antigos cultos tribais ou familiares por uma religião universal. O fim da Guerra Fria também influencia a expansão do islamismo na África e na Ásia Central, porque várias nações da região deixam de receber auxílio externo dos EUA e da antiga URSS, o que reaviva o discurso religioso entre populações atiradas à pobreza.

No mesmo período – 1985 a 1997 – o catolicismo cresce a uma taxa menor: 66%. Em termos absolutos, porém, o catolicismo é a religião que mais avança no mundo, ao lado do islamismo. E, apesar da difusão crescente do protestantismo, os católicos ainda são ampla maioria dentro do cristianismo. Contam também com uma liderança unificada – o papa –, ao passo que os protestantes estão subdivididos em várias crenças. O pontificado de João Paulo II vem expandindo o catolicismo por meio da reafirmação do conteúdo moralizante da doutrina e do incentivo ao seu lado místico, expresso pelo apoio à corrente Renovação Carismática. Ao mesmo tempo, a Igreja sofre críticas pelo seu conservadorismo – é contrária à extinção do celibato, ao sexo fora do casamento, ao aborto e ao uso de métodos contraceptivos, mesmo diante da proliferação da Aids. Em outubro de 1998, o papa João Paulo II completou 20 anos de pontificado. Sob sua liderança, a Igreja Católica admitiu, pela primeira vez, ter cometido erros durante a Inquisição.

CONFLITOS RELIGIOSOS –Neste final de século, o mundo assiste à multiplicação de conflitos de natureza religiosa envolvendo seguidores de diversas crenças. Vários deles têm origens antigas e, após permanecer abafados por longos períodos, reaparecem incorporando reivindicações recentes.
O atual conflito entre palestinos e judeus no Oriente Médio, por exemplo, é o resultado de uma história milenar de conquistas e diásporas judaicas (dispersão dos judeus) que terminam com a instituição de Israel, em 1948, e com a conseqüente reprovação à criação desse Estado pelos palestinos que viviam naquelas terras.
Durante a Guerra da Bósnia (1992-1995), os croatas (católicos), os sérvios (ortodoxos) e os bósnios (muçulmanos) exploram as diferenças religiosas entre as comunidades para justificar a limpeza étnica e acabar com a mistura de populações no país.
O embate secular entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte é um dos raros casos em que o catolicismo é o elemento central de identidade do povo oprimido.
A animosidade religiosa no Subcontinente Indiano envolve hinduístas da Índia e muçulmanos do Paquistão. No extremo sul, outro conflito assola a ilha de Sri Lanka – os protagonistas são os separatistas tâmeis (hinduístas) e os cingaleses (budistas).

SEITAS –A virada do milênio também traz consigo um novo tipo de manifestação político-religiosa: a propagação de seitas religiosas apocalípticas, relacionadas com a crença no fim do mundo. Têm em comum um forte caráter messiânico, em que os seguidores se alienam de tudo ao seu redor, passando a acreditar somente nas pregações do líder. Grande parte de seus líderes prevê a intervenção divina para acabar com o planeta. Algumas seitas promovem suicídio coletivo para abreviar a espera, como as seitas Ramo Davidiano, Ordem do Templo Solar e Heaven's Gate. Também existem aquelas que estimulam em seus adeptos a prática de ataques terroristas. É o caso da Aum Shinrikyo (Ensino da Verdade Suprema), acusada de lançar gás sarin no metrô de Tóquio, matando doze pessoas e intoxicando outras 5 mil em 1995.


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