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Imortalidade da Alma - Debate
Tipo: Crenças e religiões / Autor: Autores Diversos


Debate Pr. Sandro X Prof. Azenilto “Imortalidade da Alma”

10 PONTOS PARA REFLEXÃO SOBRE A NATUREZA E DESTINO HUMANOS

Azenilto: 1o. - No relato da Criação de Gênesis 1 e 2 nada é dito de Deus ter formado dentro do homem uma “alma” ou “espírito” imortal. O que encontramos é a informação de que Deus soprou no homem o fôlego de vida, que é o termo hebraico nephesh, muitas vezes traduzido como “espírito”. Destarte, a informação bíblica é de que o homem se tornou uma “alma vivente”. Assim, ele É uma alma vivente, e não possui uma alma imortal.

Sandro: 1o. – Em primeiro lugar eu quero agradecer por ter a oportunidade de argumentar com um argumentador do seu nível Azenilto, estou aprendendo muito sobre este assunto. Quero também dizer que as respostas ficam grandes, pois cada passagem bíblica que você coloca eu vou comentar. Se você quiser respostas menores me envie menos textos bíblicos, e se quiser um texto menor me envie menos perguntas. Você disse que se eu respondesse os cinco quesitos você se tornaria o maior advogado da imortalidade da alma, e eu respondi até você dizer que as minhas respostas estavam grandes e confusas. Então vamos lá:

Sei que para vocês adventistas a alma indica tão-somente o corpo animado, não dando a entender qualquer “entidade separada”. Essa é a antiga posição dos hebreus, a posição que parece ser refletida pelo Pentateuco, e que foi aceita por vocês, mas desejo lembrar mais uma vez que a Bíblia é um livro de revelação progressiva e que as palavras devem ser entendidas dentro de seu contexto. Em Gn 2.7 o termo hebraico empregado para alma (nephesh) significa “ser vivente”. Contudo, esse termo hebraico é rico, possuindo nuanças de significado quando em diferentes contextos. Um erro fundamental cometido – algumas vezes por estudantes iniciantes de hebraico e grego – é assumir que se um termo hebraico ou grego é utilizado de alguma forma particular em um verso, deverá obrigatoriamente ter o mesmo significado em todos os seus demais usos. Mas isso é simplesmente errado. O fato é que termos hebraico e grego podem ter diferentes nuanças de significado em diferentes contextos. O termo nephesh é um exemplo. Enquanto ele significa “alma vivente” em Gn 2.7, o mesmo termo se refere a alma (ou espírito) como sendo distintos do corpo em Gn 35.18: “Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni; mas seu pai lhe chamou Benjamim.” Você chama o pentateuco de alicerce, mas toda a estamos edificados. Aguardo seu comentário de 1 Co 5.6-8 e 12.1-4, e também a resposta da pergunta: Você me saberia me dizer porque Paulo não sabia se estava no corpo ou fora do corpo?!

Azenilto: 2o. - As Escrituras mesmas ensinam a condição de total inconsciência dos que jazem no pó da terra, e fazem a comparação entre os seres humanos e os animais, que na morte seriam iguais, segundos palavras do sábio Salomão: Eclesiastes 3:19-21; 9:5 e 6; (Ver também o Salmo 146:3 e 4).

Sandro: 2o. – Em Eclesiastes 3.9 nós lemos: “Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade.” Existem tanto similaridades como diferenças entre a morte de animais e a morte de seres humanos. Em ambos os casos, os seus corpos morrem e retornam ao pó. A morte de ambos é certa, e nenhum deles possui o poder necessário para impedi-la. Sob esses aspectos, os fenômenos físicos são os mesmos, tanto para seres humanos como para animais. Por outro lado, seres humanos possuem almas imortais (e espíritos), e os animais não (Ec 12.7; conferir 3.21). A respeito de nenhum animal a Bíblia jamais diz: “Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.” (2 Co 5.8) Semelhantemente, em nenhuma passagem a Bíblia fala a respeito da ressurreição de animais, como o faz a respeito dos seres humanos (Confira Jo 5.28,29; Ap 20.4-6). Então existe uma grande diferença entre os seres humanos e os animais na área espiritual. Considere o seguinte:

A MORTE DE SERES HUMANOS E A MORTE DE ANIMAIS

SEMELHANÇAS (DIFERENÇAS)

Fisicamente (Espiritualmente)

No corpo (Na alma)

Vida antes da morte (Vida após a morte)

A mortalidade do corpo (A imortalidade do indivíduo)

O modo de enfraquecimento do corpo (Quanto à transformação do corpo)

Não há controle sobre a morte (A experiência da ressurreição)

Em Eclesiastes 9.5,6 nós lemos: “(5) Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. (6) Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” As passagens não dizem não haver conhecimento ou recordação após a morte estão se referindo a não ter memória neste mundo, e não deste mundo. Salomão claramente afirmou que os mortos não sabem o que está acontecendo “debaixo do sol” (9.6). Os mortos não sabem nada do que diz respeito ao que se passa no mundo, e nem de seus próprios sentidos físicos. Mas enquanto eles não sabem o que se está se passando na terra, certamente conhecem o que está se passando no céu (Ap 6.9). Esses textos referem-se a seres humanos em relação à vida na terra. Eles não dizem nada a respeito da vida imediatamente posterior a esta.

Em Salmos 146.3,4 nós lemos: “(3) Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. (4) Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.” Esse cerso não quer dizer que as pessoas não tenham mais pensamentos após a morte. Antes, ele significa que os planos das pessoas, as ambições, os seus propósitos e as suas idéias para o futuro cessam, e passam a ser como nada no momento da morte. Esse é o significado que o termo hebraico empregado para “pensamentos” (“eshtonah”) comunica em Salmos 146.3,4. Os planos e idéias de uma pessoa para o futuro morrem com ele ou ela. Daí, ao invés de confiar em príncipes mortais, esse verso diz que a nossa confiança deve estar em Deus.

Azenilto: 3o. - Embora na morte homens e animais se comparem, há a promessa de que “vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão, os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28 e 29). Todos ressuscitarão, pois, vindos do túmulo (não do céu, inferno ou purgatório) para comparecer perante o divino tribunal.

Sandro: 3o. – Já lhe disse que não é bem assim: “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.” (1 Ts 4.14) “a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” (1 Ts 3.13). Amado eu te pergunto: De onde Jesus estará vindo? Da sepultura ou do céu? Do céu. Correto? Muito bem! Pois então vindo do céu a Bíblia diz que “...Jesus, trará, em sua companhia, (quem?) os que dormem.” Já lhe mostrei detalhadamente que quem dorme é o corpo. Antes Paulo já tinha escrito: “a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” (1 Ts 3.13) Vou lhe dar uma dica: A sua única saída bem apertada é interpretar “trará, em sua companhia” metaforicamente e não literalmente, e interpretar “com todos os seus santos.” como sendo os anjos. É verdade que os anjos também virão com o Senhor (Mt 16.27; Mt 25.31; Mc 8.38; Jd 14), mas Paulo emprega o termo “santos”, para indicar os crentes, por mais de 80 vezes; e o versículo “13” está falando justamente da santidade dos crentes. Paulo nunca emprega este termo para anjos, e 1 Ts 3.13 está bem próximo de 1 Ts 4.14, principalmente quando se leva em conta que não existia capítulos e versículos no texto original. E a trombeta que você tanto fala? Realmente vai soar a trombeta, mas veja a velocidade em que tudo vai acontecer: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1 Co 15.22) O espírito (ou a alma) vai se unir ao seu corpo num momento, num abrir e fechar de olhos. Portanto num piscar de olhos Deus vai trazer de volta as exatas partículas de cada corpo, pois o Deus que criou todas as partículas do universo tem poder de reconstituir o corpo humano, que tem um número bem limitado de partículas. E a estes corpos reconstituídos se unirão os espíritos (ou almas) que virão com o Senhor. Virão despertos e na realidade continuarão despertos, pois a união do espiritual e o físico, será em menos de um segundo, e então ressuscitarão incorruptíveis.

Azenilto: 4o. - Os que admitem a imortalidade da alma passam por alto geralmente o aspecto cristocêntrico do ensino da imortalidade condicional. Pois se o dom da imortalidade será concedido a alguns, é porque estes atenderam ao chamado do evangelho de Cristo. Foram atraídos pela mensagem da cruz, onde Cristo morreu para pagar o preço de seus pecados. Mas ao terceiro dia ressuscitou para ser o penhor de quantos hão de ressurgir para a vida eterna. Em Cristo, pois, concentram-se nossas esperanças quanto à posse da vida eterna. 1 Coríntios 15:16-18; João 11:11-14. “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (I João 5:12).

Sandro: 4o. – Nenhum dos textos acima dizem que os ímpios não receberão corpos imortais. Você tem é que me mostrar o texto onde está escrito que os ímpios não receberão corpos imortais. A doutrina da ressurreição dos mortos ou do corpo é expressa na revelação bíblica. Significa, de modo geral, e em linguagem popular, a união da alma e espírito ao seu corpo, após a morte física. Esta união é vista de dois ângulos, de acordo com os ensinamentos da Bíblia: Primeiro: para os santos, esta união dar-se-á por ocasião do arrebatamento da Igreja (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.13,17). Segundo: Para os ímpios, esta união dar-se-á por ocasião da ressurreição final diante do Trono Branco (Dn 12.2; Ap 20.13,17). A união do espírito e da alma dos incrédulos ao seu corpo feito imortal, será a ressurreição para vergonha e horror eterno, caso contrário não será ressurreição e sim recriação. Assim como a vida interminável pertence aos cristãos, a destruição interminável pertence àqueles que se opõe a Cristo. A “destruição” sofrida pelos ímpios não envolve um cessar da existência. Antes, ela envolve um contínuo e perpétuo estado de ruína.

Azenilto: 5o. - Do ponto de vista da lógica, o pensamento bíblico parecerá muito mais coerente. De que valeria uma ressurreição final para atribuição de salvação e condenação, sendo que, segundo a crença na imortalidade da alma, os justos já estariam no gozo das bem-aventurança celestiais (teriam partido para a “glória”, na morte) e os ímpios já estariam no inferno ou purgatório? Em outras palavras, todos os casos já teriam sido decididos com o próprio fim da existência de cada um e não haveria necessidade de ressurreição e juízo finais.

Sandro: 5o – Esta é a lógica e o raciocínio humano amado. A Bíblia diz: “(8) Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, (9) porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” Se Deus entende que os espíritos (ou almas) tem que voltar para assumir um corpo imortal ou incorruptível, assim será. Como na resposta do terceiro quesito já mostrei passagens que mostram a volta dos espíritos dos santos para assumir um corpo imortal, então mostro agora uma passagem que mostra a volta dos espíritos dos ímpios: “(13) Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além [hades] entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. (14) Então, a morte e o inferno [hades] foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.” (Ap 20. 13,14) Daniel nos informa: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” (Dn 12.2) Mateus também nos informa: “ E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.” (Mt 25.46).

Azenilto: 6o. - Segundo a Bíblia, os ímpios após receberem o veredito divino, serão exterminados sobre a própria terra (Apocalipse 20:7 a 9 e 14, cf. 21:1, 2). Haverá, assim, uma “solução final” para o problema do pecado sem um prévio “campo de concentração” de fogo e enxofre pois nunca é dito, na descrição do “lago de fogo”, que este se transfira para alguma parte do universo enquanto queima em tormentos os ímpios. A angústia e o sofrimento não serão eternizados e os seres humanos não terão uma pena injusta, desproporcional à culpa. Tal como Sodoma e Gomorra “sofreram a pena do fogo eterno” (Judas 7) mas não estão a queimar até hoje, o fogo que destruirá os ímpios é eterno em seus efeitos, não duração.

Sandro: 6o. - Muito bem! Me mostre o texto onde está escrito que o lago de fogo está queimando SOBRE A SUPERFÍCIE DA TERRA?! Não adianta você dizer que não existia capítulos, versículos e pontuação nos manuscritos originais, pois não muda nada, veja só: “marcharam então pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida desceu porém fogo do céu e os consumiu o diabo o sedutor deles foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta e serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” (Ap 20.9,10) Esse argumento do silêncio que você está usando não vai te levar para lugar nenhum. A Bíblia não nos da a localização do lago de fogo e enxofre em Ap 19.20 e nem em 20.10. Portanto como você diz: pois nunca é dito, na descrição do “lago de fogo”, que este se transfira para alguma parte do universo enquanto queima em tormentos os ímpios. é um argumento baseado no silêncio e não sobre o que a Bíblia diz.

Quanto a Jd 7 nós lemos: “como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.” Você disse: Tal como Sodoma e Gomorra “sofreram a pena do fogo eterno” (Judas 7) mas não estão a queimar até hoje, o fogo que destruirá os ímpios é eterno em seus efeitos, não duração. Amado Azenilto, uma pergunta: A pena de “fogo eterno” que receberam as cidades de Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas, diz respeito aos moradores delas ou as casas e palácios?! Os moradores de Sodoma e Gomorra foram realmente consumidos pelo fogo. “O fogo eterno”, porém, mencionado em Jd 7, diz respeito às almas dos moradores da região do mar morto. Não tem sentido aplicar o mesmo raciocínio à destruição da cidade, porque lá o fogo não foi eterno. Entendeu?!

Azenilto: 7o. - A Bíblia mostra que Satanás e seus seguidores serão finalmente desarraigados de sobre a Terra (Malaquias 4:1-3; Romanos 6:23; Ezequiel 28:13-19). Será um ato de misericórdia final de Deus--a união de Seu amor e justiça.

Sandro: 7o. – Primeiramente vou começar por Rm 6.23: “ porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Se você quer dizer com isso que a recompensa do pecado é a extinção, você caiu do cavalo. A palavra grega “thanatos”, para morte, aqui significa “separação”: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,” (Rm 3.23). Os pecadores são alienados de Deus, e a conseqüência é a separação dele, para todo o sempre, ou seja, a “segunda morte” mencionada em Ap 21.8, o estado de perdição eterna da alma. A expressão grega para segunda morte é õ y‹natow õ deæterow (ho thanatos ho deuteros) e não õ n¡krvsiw õ deæterow (ho nekrosis ho deuteros). A “segunda morte”, aqui, significa a condenação eterna. A palavra grega aqui para “morte” é t‹natow (thanatos) e significa “separação”, e não “extinção”, pois neste último sentido a palavra grega seria n¡krosiw (nekrosis). Na morte física a alma, e espírito, separam-se do corpo. Esta é a primeira morte. Aqui é a pessoa que será separada de Deus, banida da glória de Deus para todo o sempre, para nunca mais ver a luz. É essa separação chamada de “segunda morte”.

Quanto as passagens de Ez 28.18: “Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam.” e Ml 4.3: “Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos.” A profecia de Ezequiel 28.12-19 dirigida ao rei de Tiro, é de fato uma profecia de duplo sentido, se todos os detalhes da profecia se referem a Satanás, o versículo 18 não é confirmado no Novo Testamento, pois lá não é dito que saiu um fogo do meio de Satanás que o consumiu e o reduziu a cinzas sobre a terra e muito menos que vai ter uma arquibancada na lago de fogo. O que lá diz é: “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” (Ap 20.10) O que mata a charada é uma palavra hebraica que se encontra tanto em Ez 28.18 quanto em Ml 4.3: rpa (‘epher) que significa “cinzas” ou “sem valor (fig.)” O fato de ‘epher ser usada com sentido figurado mostra o caráter figurado de tais passagens, principalmente Ml 4.3: ““Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos.” Pisar os perversos é literal?!

Azenilto: 8o. - A Bíblia mostra claramente a condição de destruição final dos ímpios tanto no Velho quanto no Novo Testamento (ver ainda Sal. 37:10, 20, 34; Sof. 1:14-18; 2 Tes. 1:7-10, 2 Ped. 3:7-10) e aponta ao “lago de fogo” como segunda morte.

Sandro: 8o. – Em Salmos 37.10 nós lemos: “Mais um pouco de tempo, e já não existirá o ímpio; procurarás o seu lugar e não o acharás.” A Revista e Corrigida traduziu assim: “Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá. O Salmo 37 fala sobre a prosperidade aparente dos ímpios, que é passageira, e que somente os justos serão felizes (Sl 37.1-9). Portanto o versículo 10 fala da vida física dos ímpios. Devemos observar também que os termos “existirá” e “aparecerá” foram inseridos no texto bíblico e portanto não fazem parte do original. Eu também poderia ter traduzido: “Um pouco de tempo e os ímpios não mais viverão; por mais que você os procure, não serão encontrados.”

Em Sofonias 1.18 nós lemos: “Nem a sua prata nem o seu ouro os poderão livrar no dia da indignação do SENHOR, mas, pelo fogo do seu zelo, a terra será consumida, porque, certamente, fará destruição total e repentina de todos os moradores da terra.” Esta profecia aplica-se, em primeiro lugar, à destruição de Judá pelos babilônios em 605 ªC . E, em segundo lugar, ao juízo divino a ser aplicado em escala mundial contra todas as nações no fim dos tempos (Is 2.12; 13.6,9; Jr 46.10; Ez 13.5; Sf 2.1; Jl 1.15; Am 5.18). O último dia ainda está por vir (Rm 2.5), e acha-se associado à segunda vinda de Cristo (Mt 24.29-33; 1 Ts 5.2). Não entendi como esta passagem favorece o aniquilacionismo.

Em 2 Ts 1.9 nós lemos: “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” A expressão “eterna destruição” aparece em algumas versões como “eterna perdição”. A palavra grega usada para “destruição” ou “perdição” é öleyrow (olethros) e aparece apenas quatro vezes no Novo Testamento: uma vez no sentido de destruição do corpo (1 Co 5.5); uma vez como “destruição”, mas com o sentido de “estragos” e “ruínas” (1 Ts 5.3); ela aparece em alusão ao julgamento eterno dos homens em 1 Tm 6.9; e finalmente no texto em apreço. A palavra de per si nada diz com relação à “cessação de existência”. Se a outra metade do versículo diz:

Žpò (fora de [a]) prosÅpou (vista diante de) toè (o) kurÛou (Senhor) kaÜ (e) Žpò (fora de) t°w (a) dñjhw (glória) t°w (da) Þsxæow (força) aétoè, (dEle,)

Fora da vista diante do Senhor e fora da glória da força dEle, isto é, banido da presença e da glória do Senhor. Não teria sentido esta mensagem se o significado dela fosse a extinção. Quem está extinto não precisa ser banido. Se os inimigos do Senhor Jesus estão eternamente perdidos, aí sim eles estão banidos da glória de Deus. O termo “destruição” aqui não significa aniquilação, doutra sorte não seria uma destruição “eterna”. A aniquilação dura apenas um instante e está terminada. Para que alguém sofra uma destruição eterna é necessário que possua também uma existência eterna. Assim como a vida interminável pertence aos cristãos, a destruição interminável pertence àqueles que se opõe a Cristo. A “destruição” sofrida pelos ímpios não envolve um cessar da existência. Antes, ela envolve um contínuo e perpétuo estado de ruína.

Em 2 Pe 3.7 nós lemos: “Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição [ou perdição] dos homens ímpios.” O termo perdição (apoleia) significa simplesmente perecer ou arruinar-se. Na passagem em 2 Pe 3.7 ele é utilizado no contexto de julgamento, que é um termo que implica em consciência. O fato de dizer-se que os ímpios irão a perdição (2 Pe 3.7) e Judas ser chamado de filho da perdição (Jo 17.12) não significa necessariamente que eles serão aniquilados. Sucata de automóveis perecem no mesmo sentido de terem sido arruinadas. Mas eles continuam ainda sendo automóveis, estando arruinados como estejam, permanecendo ainda no pátio do ferro velho. Nessa conexão Jesus falou do inferno como sendo um pátio de ferro velho ou um depósito de lixo, onde o fogo jamis se consome (Mc 9.48). Jesus falou várias vezes sobre as pessoas no inferno, como estando em contínua agonia. Ele declarou que “os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 8.12; confira 22.13); 24.51; 25.30). Mas um lugar de pranto é obviamente um lugar de tristeza consciente. Aqueles que não estão conscientes não pranteiam.

Azenilto: 9o. - Além de seu caráter nitidamente cristocêntrico (“Aquele que tem o Filho tem a vida”--I João 5:12), o entendimento da imortalidade condicional representa, sem dúvida, o melhor antídoto contra a crescente influência do espiritismo, Nova Era, além de destruir as bases de doutrinas erradas como o purgatório, batismo pelos mortos e intercessão dos santos de algumas religiões que se intitulam cristãs.

Sandro: 9o – Bom! Não entendi como 1 Jo 5.12 é a favor do aniquilacionismo. Poderia me explicar?! Também nunca precisei crer na psicopaniquia ou no aniquilacionismo para destruir as bases das doutrinas erradas citadas.

Azenilto: 10º - A crença no inferno inapagável, além de não contar com fundamentação bíblica segura, a não ser tomando-se textos isolados de sua contextuação sem perceber o caráter metafórico ou hiperbólico de certas expressões, é uma grande fonte de descrença e oposição ao Evangelho. Muitas pessoas racionais não conseguem harmonizar o quadro de um fogo inapagável para torturar pecadores ali preservadas pelo Criador com o que a Bíblia ensina sobre Deus ser amorável e de justiça impecável.

Sandro: 10º - Cabe ao argumentador provar que o inferno impagável não conta com fundamentação bíblica segura e que os textos que eu estou citando em resposta são isolados de sua contextualização. Até agora quem citou um texto claramente figurado (Ml 4.3) para provar o aniquilacionismo foi o amado.
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