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Como entender a submissão das mulheres aos maridos?
Tipo: Perguntas e Respostas / Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa


CONSULTA:
Tomo a liberdade de lhe perguntar sobre algumas dúvidas porque gostei muito da maneira franca, direta e objetiva como o senhor já respondeu questões anteriores.
Trata-se de 1 Timóteo 2: 12. Diz que " E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja porém em silêncio".
Esta recomendação foi dada por Paulo somente com relação ao comportamento das mulheres nos cultos, ou refere-se ao comportamento da mulher como um todo?
Como interpretar, de forma contemporânea o referido versículo, tendo em vista que nas igrejas evangélicas tem havido um número crescente de mulheres que se dedicam a diversos ministérios e são realmente muito atuantes?
Pergunto essas coisas porque quando eventualmente converso com diversas mulheres (do trabalho e fora dele) sobre a Bíblia sempre o aspecto do comportamento feminino preconizado nas epístolas de Paulo surge como um entrave e é encarado quase de forma ofensiva. Por exemplo, a expressão "...mulheres sede submissas..." é capaz de tirar do sério muitas mulheres a ponto de não quererem mais saber da Bíbilia. Em diversas ocasiões tentei explicar que para mim ser submissa ao meu marido é estar em comunhão com ele no companheirismo, dedicação, fidelidade, compreensão e amor (sou casada há 20 anos), mas não adianta. Aliás agradeço a Deus por ter-me dado um marido tão legal e companheiro que não só permite como apóia, atua e me ajuda a conquistar novas fronteiras no meu trabalho (no qual sou muito bem sucedida) e na vida pessoal. Como o senhor acha que posso explicar melhor o sentido desses termos?

RESPOSTA:

Trata-se de 1 Timóteo 2: 12. Diz que " E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja porém em silêncio".

Esta recomendação foi dada por Paulo somente com relação ao comportamento das mulheres nos cultos, ou refere-se ao comportamento da mulher como um todo?

Alfrêdo - É bom lembrar que Paulo está escrevendo a Timóteo, seu verdadeiro filho na fé, e está dando orientações pastorais, em uma sociedade bem diferente da nossa. Em 2 Tim. 1.5 o Apóstolo faz menção elogiosa a duas mulheres - Lóide e Eunice-, respectivamente mãe e avó de Timóteo.

No versículo anterior lemos:11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. 12 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.

O que ninguém destaca é que Paulo orientou que a mulher deveria aprender, em uma época em que as mulheres não eram sequer contadas. Mais adiante, ele orienta que elas deveriam ensinar outras mulheres.

Existem duas possibilidades coerentes de interpretação:
1) Negar às mulheres a possibilidade de ensinar na Igreja, a não ser a outras mulheres, seguindo literalmente a orientação paulina;
2) Reconhecer que elas podem ensinar na Igreja, e que por várias razões, inclusive culturais, Paulo não permitia que elas o fizessem em seu tempo.

As duas possibilidades têm seus desdobramentos na sociedade em geral.

Como interpretar, de forma contemporânea o referido versículo, tendo em vista que nas igrejas evangélicas tem havido um número crescente de mulheres que se dedicam a diversos ministérios e são realmente muito atuantes?

Alfrêdo - respondido no item anterior. E ainda, entendendo que idealmente na Igreja somos servos, e nossas funções são de serviço e submissão nunca de exercício de autoridade opressora. Digo idealmente, porque em muitos ambientes, lamentavelmente a religião continua sendo opressora.

Pergunto essas coisas porque quando eventualmente converso com diversas mulheres (do trabalho e fora dele) sobre a Bíblia sempre o aspecto do comportamento feminino preconizado nas epístolas de Paulo surge como um entrave e é encarado quase de forma ofensiva. Por exemplo, a expressão "...mulheres sede submissas..." é capaz de tirar do sério muitas mulheres a ponto de não quererem mais saber da Bíbilia.

Alfrêdo - Aqui querida irmã, existe uma leitura seletiva, e até machista.
No versículo anterior, o vinte e um, lemos: 21 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
Neste versículo, o apóstolo ordena a submissão mútua, e a partir do versículo seguinte, ele detalha os vários grupos.

Pessoalmente, e já disse isso pregando e ensinando, o Apóstolo exige muito mais dos homens, vejamos:
25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,

26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,

27 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.


Ora, ele ordena o amor medido pelo amor de Cristo, a entrega na mesma base, e ainda responsabiliza os maridos até pelas rugas das mulheres. Considero essa ordem de uma gravidade, pouco explorada.

Perceba que a submissão é ordenada a todos, no versículo 21, mas aos maridos Paulo impõe um cuidado muito grande com as mulheres. E, de fato, não se fala muito sobre isso inclusive nas Igrejas.

Em diversas ocasiões tentei explicar que para mim ser submissa ao meu marido é estar em comunhão com ele no companheirismo, dedicação, fidelidade, compreensão e amor (sou casada há 20 anos), mas não adianta. Aliás agradeço a Deus por ter-me dado um marido tão legal e companheiro que não só permite como apóia, atua e me ajuda a conquistar novas fronteiras no meu trabalho (no qual sou muito bem sucedida) e na vida pessoal. Como o senhor acha que posso explicar melhor o sentido desses termos?

Penso que sua resposta deve se basear no versículo 21, e na submissão mútua, e na percepção de que os versículos seguintes detalham a operacionalização desta submissão. Todos devem estar submissos a Deus.

Qualquer outro comentário, ou esclarecimento, permaneço à disposição.

Fraterno abraço,

Pastor Alfrêdo Oliveira Silva - Conselheiro




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